Peça falsa não é problema só da oficina: é problema seu. Ela pode custar pouco hoje e custar caro — às vezes custar vida — amanhã. A diferença entre uma peça original e uma falsificada não é só o nome na embalagem: é segurança, durabilidade e confiança.
Aqui na APARBS a gente não gosta de susto nem de enrolação. Se você dirige (ou manda alguém dirigir), este texto é pra você: explico, de forma simples e sem tecnicismo exagerado, por que peças falsificadas são perigosas, como a gente identifica falsificação e o que fazemos pra proteger seu carro — e você.
Peças automotivas passam por testes, normas e especificações que garantem desempenho e segurança. Quando uma peça é falsificada, ela frequentemente:
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Não respeita tolerâncias e materiais corretos (ex.: chavetas, parafusos, buchas com aço de baixa qualidade);
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Tem vida útil reduzida — quebra mais cedo e pode causar falhas em cascata;
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Não oferece a segurança projetada — freio com material errado, airbag com acionamento incerto, por exemplo;
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Anula garantia do fabricante do veículo e muitas vezes do próprio serviço;
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Pode ter origem duvidosa (contaminação, materiais tóxicos, reciclados inadequadamente).
Ou seja: a peça barata pode gerar risco de acidente, avaria em outras peças e gasto muito maior depois.
Exemplos reais do que pode dar errado
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Pastilhas de freio falsificadas: desgaste precoce, menor coeficiente de atrito, risco de perda de frenagem em situações críticas.
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Filtro de óleo barato e sem especificação: deixa sujeira passando; isso acelera o desgaste do motor.
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Bateria com capacidade falsa: descarga rápida, falhas elétricas e risco de vazamento.
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Sensores e módulos eletrônicos piratas: leituras erráticas, falsos códigos de erro, desligamento de segurança do motor.
Esses problemas acontecem devagar ou de repente — e dependendo da peça, podem ser perigosos.
Como identificar uma peça possivelmente falsificada (sinais práticos)
Se você comprou uma peça por conta própria ou a oficina apresentou uma opção mais barata, fique atento a estes sinais:
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Preço muito abaixo do mercado — nem sempre é indicativo, mas é o primeiro alerta.
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Embalagem com impressão de má qualidade — erros de português, etiquetas desalinhadas, ausência de selo do fabricante.
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Falta de certificação ou número de série — peças originais costumam ter códigos, hologramas ou QR codes verificáveis.
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Acabamento ruim na peça — rebarbas, pintura falhada, partes plásticas frágeis.
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Peso diferente do original — materiais mais leves indicam liga de baixa qualidade.
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Garantia ausente ou vaga — fabricante sério oferece certificação e garantia.
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Vendedor sem procedência — lojas e distribuidores não cadastrados, anúncios só por preço em mercados genéricos.
Se você não tem certeza, pergunte. Uma oficina séria mostra a peça original, compara lado a lado e explica as diferenças.
Por que nem sempre “genérico” é problema — e quando é aceitável
Nem todo componente não-OEM (original equipment manufacturer) é falsificação. Existem peças alternativas ou genéricas de boa procedência que atendem às especificações (e custam menos). A diferença está na procedência, certificação e garantia.
A falsificação é diferente: ela busca imitar aparência, mas não desempenho. Na APARBS, avaliamos caso a caso e só recomendamos alternativas quando comprovadamente confiáveis.
Como a APARBS faz para evitar peças falsificadas (nosso processo)
Na oficina a responsabilidade é dupla: reparar bem e proteger o cliente. Por isso temos processos claros:
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Fornecedores homologados: trabalhamos com distribuidores e marcas que comprovam origem e qualidade.
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Conferência na entrega: verificamos embalagens, números de série e integridade antes de aceitar peças.
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Peça exposta ao cliente: mostramos a peça antiga e a nova — se você quiser ver, mostramos lado a lado.
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Registro e nota fiscal: todo serviço sai com nota e garantia; isso dá rastreabilidade.
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Treinamento da equipe: nossos técnicos sabem identificar sinais de falsificação e denunciam fornecedores suspeitos.
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Garantia transparente: oferecemos garantia do serviço e da peça conforme o fornecedor — e explicamos os termos.
Aqui não tem “esconde-esconde” com peça. Mostramos e registramos.
O que você perde ao escolher a peça mais barata sem checar
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Segurança: menor proteção em frenagens, estabilidade e integridade estrutural.
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Economia: troca mais frequente, outros componentes danificados, mão de obra adicional.
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Direitos: garantia negada pelo fabricante, risco de não ter suporte legal.
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Tempo e confiança: perda de tempo com retornos e aborrecimento — e confiança abalada com a oficina que indicou.
No fim, o barato pode sair caro — e a confiança é difícil de recuperar.
O que fazer se você suspeita ter recebido peça falsificada
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Pare de usar o veículo se o problema representar risco (ex.: freios).
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Volte à oficina que fez o serviço e peça para verificar a peça — com nota e pedido em mãos.
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Se a oficina não resolver, procure o PROCON ou órgãos de defesa do consumidor e registre ocorrência.
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Guarde embalagens, notas e fotos — são provas importantes.
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Se possível, peça uma segunda opinião técnica de oficina parceira.
Na APARBS, caso aconteça algo assim por nossa parte (raro — mas humano), resolvemos com prioridade: trocamos a peça, cobrimos o serviço e explicamos o ocorrido com transparência.
Como distinguir fornecedor confiável de mercador de risco
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Exija nota fiscal e garantia — é a regra número 1.
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Pergunte pela origem da peça — peça OEM, aftermarket certificado ou remanufacturada? Exija clareza.
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Pesquise avaliações e reputação — fornecedores com histórico de reclamações são sinal vermelho.
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Prefira oficinas que mostram peças antes/depois — transparência é sinal de respeito.
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Desconfie de venda só por preço — peça tem custo; peça muito barata costuma ter motivo.
Nós da APARBS preferimos explicar por que uma peça original custa mais e que isso pode economizar dinheiro no médio e longo prazo.
Checklist rápido para clientes — antes de autorizar serviço
Recebi orçamento com descrição da peça (marca/código)?
A oficina apresenta nota fiscal da peça?
Posso ver a peça antiga e a nova antes da instalação?
Existe garantia por escrito (peça + serviço)?
O fornecedor é conhecido ou homologado pela oficina?
O preço está muito abaixo do mercado? Peça explicação.
Se alguma resposta for “não”, peça esclarecimentos antes de aprovar.
FAQ — perguntas que a gente sempre escuta na oficina
Q: Peça genérica sempre é ruim?
A: Não. Peça alternativa de boa procedência pode ser ótima. O problema é a falsificação que imita aparência sem cumprir especificação.
Q: Como tenho certeza que a oficina não me trocou a peça original por uma falsa?
A: Exija nota, fotos da peça antiga e nova, e peça para ver o lacre ou código da peça. Oficinas responsáveis documentam tudo.
Q: A garantia do carro acaba se eu trocar peça fora da concessionária?
A: Depende da regra do fabricante e do tipo de serviço. Em muitos casos, troca em oficina independente com peças originais não invalida garantia — consulte o manual ou o fabricante. A APARBS orienta sobre isso antes de qualquer serviço.
Q: Como a APARBS lida com fornecedores suspeitos?
A: Cortamos relações, buscamos fornecedores alternativos e avisamos clientes se uma peça que antes era fornecida apresenta riscos.
Peças falsas são um risco real — não só financeiro, mas de segurança. A escolha pela procedência, pelo fornecedor certo e pela transparência no atendimento faz diferença.
Na APARBS, com mais de 25 anos de oficina, nossa aposta é simples: qualidade, procedência e clareza. Mostramos a peça, damos nota, registramos o serviço e damos garantia. Porque confiança se conquista com atitude, não com promessa.

